Mais uma vez vemos o pleito das eleições bater à nossa porta psicológica e sempre temos os mesmos questionamentos. Como cidadãos (ou algo parecido com) tão desprovidos de qualquer virtude que um político deveria ter, podem chegar a estampar sua face no programa eleitoral? Por que elegemos tais figuras as quais não nos identificamos nem pela língua, já que muitos mal sabem falar?
Essas mesmas perguntas circulam em nossas cabeças a cada eleição porque não sabemos como incentivar e criar uma nova classe política que pudesse nos satisfazer minimamente como nossos representantes nas casas republicanas, que representam nossa tênue democracia.
Concordo com Zuenir Ventura, que escreveu hoje no O Globo, dizendo que prefere uma democracia com candidatos dessa estirpe do que qualquer regime totalitário. Porém, acredito que enquanto não exigirmos mais que isso, não sairemos desse atoleiro político, provocador de tantos outros atoleiros (saúde, educação, segurança e outros milhares).
Precisamos saber como incentivar cidadãos doutos, cultos, intelectuais, conhecedores dos problemas de suas regiões, artistas (de verdade), empresários, estudantes – entre outros - para a vida política. Mostrar que o Brasil continua no Marco zero quanto à qualidade dos indivíduos escolhidos por nós e empossados com tamanho poder, benesses e regalias e que, enquanto isso acontecer, nossos imbróglios seculares não serão resolvidos por nenhum salvador (seja ele Dilma, Serra, Marina e os demais da vez). Nossa cultura latina tem paixão por líderes, mas a História mostra que – em sua maioria – líderes que governam sozinhos cometem grandes barbaridades e descaminhos à seus povos (ninguém falou aqui de Hugo Chávez, não é?).
A busca por cidadãos virtuosos para nos governar deveria ser a obsessão de qualquer democracia. Sabemos que no mundo inteiro há pessoas desqualificadas nos quadros políticos, porém no Brasil isso me parece gritante (ou você gosta do Tiririca, Romário ou mulher melão como candidatos?). As elites brasileiras (sem conotações, por favor) parecem não mostrar mais interesse em adentrar os cargos políticos. Acreditam ser mais fácil financiar, controlar e eleger um candidato com perfil popular – quem irá atender às suas demandas – pois terão mais apelo à população em geral na hora da votação.
Nosso país tem que conseguir superar essa visão do Lula, um operário, no poder. Sem dúvida, isso foi uma enorme vitória para nós brasileiros, mas não podemos ter cidadãos como Lula para discutir temas que exigem instrução, cultura e conhecimento das infinitas áreas que envolvem as decisões políticas de governo. O que seria do Lula sem os técnicos, os Doutos, os especialistas? Precisamos de especialistas, de técnicos, de doutores, enfim, de pessoas bem formadas para atuarem nestes cargos políticos. Pessoas essas que já compõem qualquer tipo de empresa (inclusive as públicas), sendo de fundamental importância para o aumento do índice de decisões certas tomadas sobre qualquer tema.
É claro que o jogo político não permite a inserção somente de pessoas com habilidades técnicas para governar. As coligações partidárias, oposições e os demais movimentos políticos contam com a troca de favores, o fisiologismo que sabemos como funciona. Mas precisamos diminuir esse tipo de contingente nas câmaras, assembléias e demais casas republicanas. Só há essa solução para atravessarmos a barreira do ridículo, vexatório e do repugnante quadro de candidatos políticos que temos (em sua maioria, obviamente).
Que este ano seja o último certame eleitoral para esses cidadãos que não demonstram possuir nenhuma virtude de interesse da população para o cargo político que virão a ocupar. E, enquanto isso acontece, que saibamos extrair a fina flor dos indivíduos mais preparados para exercerem as funções mais importantes para todos nós, nosso filhos e nossa pátria.
Entendo e concordo que deve haver compromisso com o cargo político que pleiteiam, mas não é certificações e diplomas que atestam isso.
ResponderExcluirUm político não é um coamndante, nem mesmo um chefe. É um administrador.
Em outras palavras, se ele tem esse cargo, o compromisso dele, é definir objetivos, e carregar ao longo de sua carreira a coerência da doutrina que ele apregoa e seguir até mesmo nas contradições que são típicas de qualquer doutrina.
Se reparar bem, o doutores que assumiram esse país foram os que menos fizeram por ele.
Não entendo que a conquista social, foi o fato de um operário ter sido eleito, mas as idéias que ele crrega por toda sua carreira política, que foi maior que a de operário, isso é fato.
Não são baixos salários ou vida humilde que fzem alguém ser doesonesto, prá falar a verdade, os ricos podem muito bem ser ladrões bem sucedidos.